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quinta-feira, julho 16, 2009

Ei amor ...cadê você?


Dia 16 de julho de 2500

Prezado senhor Amor.


Essa carta que agora ti escrevo ,soa mais como um pedido de socorro ,então espero que responda logo.

Séculos e Século já se passaram desde o primeiro sinal da sua partida,e nada melhorou.

Os seres humanos como era de se esperar só pioraram,e esse dia o qual eu tanto temia ,chegou.

O dia em que a sociedade entrou em colapso,por falta de amor.

Eu sei que tu não fostes embora por conta própria,mas sim porque foi expulsado.

Os humanos desde o início dos tempos já vinham apresentando a falta de amor pelos os que os cercam.E a falta de amor foi tanta foi tanta que eles não tem mais amor nem por onde vivem.A Terra coitada ,acho que não pode ser mais chamada nem de lugar.Não em comparação com o que era.Quase nada sobreviveu.

Eu ainda esperava que o amor próprio fosse permanecer,que era o último lampejo de amor que restava para eles,mas nem isso sobreviveu.

Logo os seres humanos que são tão excessivamente egoítas.

Mas o desejo de morte deles é tão grande ,que não acharam mais nada para matar,que mataram até o que são.

A Terra que antes era uma verdadeira aquarela viva ,agora assumio um tom monocromático repulsivo de cinza.

Tudo está péssimo.De verdade.
Até eu estou perdendo as esperanças.Nossa...até eu.
Por favor ,não deixe que eles matem até de mim o que sou.



Beijos e abraços desesperados.



Da sua velha amiga
Esperança.

sábado, abril 25, 2009

Ah...a esperança...




Morador de São Gonçalo, no Rio,bateu de porta em porta em porta para receber livros.E abriu uma biblioteca comunitária com mais de 10 mil volumes em sua casa,mesmo sendo analfabeto funcional.                                                   (O Estado de S.Paulo ,5/10/2005)

 Minha infância nunca foi algo que se possa chamar de interessante.Nunca fui o tipo de criança que ficava em baixo de uma árvore lendo ou escrevendo.Como meu pai dizia:Aprender a ler?Isso não dá futuro.Era isso que ele dizia toda vez que minha mãe pedia para nos levar(nós os 12 filhos)a escola.
Sempre tive curiosidade de saber como é ter um livro nas mãos ,páginas e mais páginas ,sílabas,palavras tudo colocado em ordem para criar um sentido.
A implicância de meu pai foi tanta que acabei desistindo de aprender a ler,e se acreditarem já cheguei até a dizer junto dele :Aprender a ler? isso não dá futuro!
Até que ele apareceu ,foi como um anjo na minha vida .Já cheguei até a chama-lo de louco.Quem era aquele homem ?Que nem sabia ler como eu ,e que tinha tanto fascínio por livros ?
Mas.foi aquele homem que tão pouco tinha para ensinar ,e me ensinou tudo o que sabia.Foi ele que me ensinou a escrever meu próprio nome.Mas  eu queria mais,queria aprender a ler e a escrever e a entender todas a palavras se possível.
Mas ele me deu muito mais do que poucas aulas sobre como escrever o nome.Ele me deu força,e coragem para seguir em frente .
E fui,corri atrás.
Hoje posso dizer que devo tudo a ele.
Devo a ele a minha carreira  de escritor  ,os 5 best-sellers ,as 30 semanas que meu último livro ficou na lista de mais vendidos .Mas acima de tudo devo a ele a esperança,ah...a esperança ,essa não podia ter faltado.